CEME EEFD
ESCOLA DE EDUCAÇÃO FÍSICA E DESPORTOS - UFRJ

Histórico da ENEFD


A história da Escola de Educação Física e Desportos da UFRJ começa com a Escola Nacional de Educação Física e Desportos - ENEFD. A ENEFD, primeira escola brasileira de educação física de nível superior ligada a uma universidade - a Universidade do Brasil (UB) - foi fundada em 1939, pelo decreto lei 1212.  A importância da ENEFD para a Educação Física brasileira, é assim descrita por Inezil Penna Marinho (1952)1:

"A 17 de abril, coroando os esforços que de há muito vinha fazendo a Divisão de Educação Física, é criada a Escola Nacional de Educação Física e Desportos da Universidade do Brasil, que indubitavelmente, veio a preencher uma das maiores lacunas na nossa organização educacional. A criação da ENEFD, do mesmo modo que a Divisão de Educação Física, é a concretização do ideal com que sonhavam quantos se dedicam aos problemas da Educação Física".

Um passo importante para a criação de uma escola nacional, se deu com a criação da Divisão de Educação Física (DEF), do Ministério da Educação e da Saúde (MES), pela lei 378 de 13 de janeiro de 1937. Essa Divisão, junto com a Juventude Brasileira2 e a ENEFD foram o tripé que sustentaria o projeto de educação física no Brasil, na época do Estado Novo.

A DEF, primeiro órgão especializado governamental no nível administrativo federal, foi a responsável pela sistematização e regulamentação de todo o processo de formação profissional, bem como pela contribuição para a excelência dessa formação. Todas as escolas, em funcionamento ou que viessem a funcionar, deveriam primeiro solicitar sua autorização e eram, por ela, periodicamente inspecionadas. Além destas funções, a DEF possuia a responsabilidade de efetuar os registros dos professores de educação física. O capitão João Barbosa Leite, um nome importante da educação física brasileira de então, foi nomeado, em maio de 1937, seu primeiro diretor. Seria sobre a sua direção que a DEF daria seus primeiros e principais passos.

Em 1938 a DEF concluiu seu plano de ação, onde constavam a construção, criação, instalação e funcionamento da ENEFD e do Instituto Nacional de Educação Física, que funcionaria anexo à Escola. Nesse mesmo ano, a partir da ação conjunta do Departamento Nacional de Educação - órgão do MES ao qual se ligava a DEF, do Ministério da Guerra, através da Escola de Educação Física do Exército (EEFEx) e da Prefeitura do Distrito Federal, através do Instituto de Educação, realizou-se mais um curso de emergência de formação de professores. É nesse contexto que a Escola é finalmente criada: graças a ação do DEF, através de seu diretor João Barbosa Leite, de Inácio Freitas Rolim, que seria seu primeiro diretor, e de Gustavo Capanema, Ministro da Educação.

A ENEFD teria como principais funções: formar profissionais para a área de Educação Física; imprimir unidade teórica e prática no ensino na área de educação física no país; difundir conhecimentos ligados a área; e realizar pesquisas que apontassem os caminhos mais adequados para a educação física brasileira. A exposição de motivos apresentada por Gustavo Capanema (1939) a Getúlio Vargas para a criação da ENEFD, dizia que

"Ela será, antes do mais, um centro de preparação de todas as modalidades de técnicos ora reclamados pela educação física e pelos desportos. Funcionará, além disso, como um padrão para as demais escolas do país, e, finalmente, como um estabelecimento destinado a realizar pesquisa sobre o problema da educação física e dos desportos e a fazer permanente divulgação dos conhecimentos relativos a tais assuntos." (MARINHO, op.cit., p.51)

A ENEFD não tinha sede própria, dividindo suas atividades entre salas emprestadas no Instituto Nacional de Surdo (na rua Wenceslau Braz, na Urca, bairro da zona sul carioca, onde funcionava a estrutura administrativa e onde eram ministradas as aulas teóricas) e as dependências do Fluminense Futebol Clube (na época um dos clubes brasileiros com maior infra-estrutura desportiva, onde eram ministradas as aulas práticas). Esta situação perdurou até agosto de 1950.

Primeiramente dirigida por militares ligados a docência de exercícios físicos, a Escola vai ganhar um novo status com a chegada à direção dos médicos, a partir de 1946, que implementaram mudanças curriculares (com a criação de disciplinas, como recreação e jogos) e regimentais, empreendendo um caráter mais cientificista ao trabalho desenvolvido. A Escola, com maior freqüência, passou a oferecer ou co-patrocinar cursos de especialização e extensão, estágios técnicos-pedagógicos, além de congressos científicos. Tais cursos e congressos, muitos realizados em convênio com órgãos governamentais, contavam com a presença de professores de todo o país, aumentando assim a influência e inserção da Escola no nível nacional.

Esses conferencistas eram muitas vezes professores de outros países, convidados a apresentar um conhecimento mais atualizado, dada a elaboração e consolidação das discussões ligadas a educação física em seus países. Exemplos dessas realizações: curso de aperfeiçoamento sobre recreação e jogos, pelo prof. Marcel Rodgers, com 98 inscritos (1957); dança moderna, por Martha Myers, 60 inscritos (1961); técnica e treinamento de atletismo, Carl Onsem (1961); judô feminino, Kimie Kihara, 30 inscritos (1961). Entre esses se destacavam os Estágios Internacionais de Educação Física, organizados em conjunto com a Divisão de Educação Física.

Muitos dos cursos oferecidos na ENEFD eram também ministrados, em parte ou completamente, por seus professores. Entre os muitos cursos alguns merecem ênfase pela organização, peculiaridade e/ou pioneirismo, como os cursos de verão de natação, iniciativa da professora Maria Lenk no sentido de popularizar a natação, oferecido para crianças desde os 5 anos de idade, nas férias. No terceiro ano de sua realização, em 1961, contou com cerca de 700 inscritos. Interessante observar que outras escolas de Educação Física mandavam alunos para fazerem estágios e, a partir desses cursos, muitos estudantes da ENEFD que participavam como estagiários organizavam cursos de natação nos clubes da cidade. Iniciativa semelhante ocorreu no mesmo ano com a organização do I Curso de Tênis, dirigido por Levy de Magalhães.

Merecem ênfase também o curso de extensão universitária "Problemas atuais da educação física" (1954) e o Curso de especialização sobre recreação (1958). O primeiro contou com a participação de 300 pessoas, sendo realizado em oito conferências de grande relevância para as discussões da época: educação física no quadro histórico humano; educação física e desportos; educação física e profilaxia de distúrbios mentais; filosofia da educação física; estresse e educação física; educação física e vida genital feminina; aspectos jurídicos e legais da educação física e desportos; e problemas urbanos dos modernos campos desportivos.

Ao voltarem de suas viagens de intercâmbios com universidades internacionais, era comum que os professores apresentassem sua experiência em palestras ou artigos publicados no periódico Arquivos da ENEF. Embora publicados pela primeira vez em 1945, quando Antônio Pereira Lyra era o diretor da ENEFD, a existência deste periódico já fora prevista desde a criação da Escola, assim como a função da ENEFD enquanto divulgadora de pesquisas. Os Arquivos chegaram a ter uma tiragem de 2000 exemplares esgotados em 1965, e o atraso de sua publicação, como ocorreu nesse número 20 (junho/dezembro de 1965), motivava a procura constante da Escola a busca de informações sobre seu atraso e sua publicação. Essas consultas não eram somente limitadas ao âmbito nacional, mas também de muitas instituições de outros países.

Os Arquivos estavam tão ligados a estrutura da ENEFD que seus movimentos internos determinavam e influenciavam diretamente sua publicação. Assim, embora durante alguns anos tenha sido mantida a periodicidade anual, às vezes até dois números eram publicados em um mesmo ano, foram observados períodos de interrupção: sua publicação se interrompera entre 1949 e 1953, sendo recuperada na direção de Peregrino Júnior; e entre 66 e 72, sendo dessa vez recuperada por iniciativa dos professores Alfredo Gomes de Faria Júnior e José Maurício Capinussú de Souza.

A conquista da sede da Praia Vermelha, em 1950, foi o resultado da luta coletiva de professores, funcionários e alunos. Pode-se perceber a importância dessa conquista na afirmação de Waldemar Areno3, por ocasião da comemoração do vigésimo aniversário da Escola:

"...as instalações deficientes e cedidas por empréstimo, já a contra gosto, e a necessidade de expansão que o nosso crescimento exigia, colocaram em pauta o problema da mudança de sede, o que foi ultimado em agosto de 50, na administração do professor Alberto Latorre de Faria, vice-diretor em exercício, e após sucessivos esforços de vários diretores, iniciados em 1946, pelo então diretor Antônio Pereira Lyra".

Foi na sede da Praia Vermelha que a Escola desenvolveu sua identidade, foi lá que grande parte de sua tradição foi construída e onde viveu seu apogeu.

Uma série de mudanças contribuíram para o aumento da inserção da ENEFD na Universidade do Brasil, o que pode parecer um paradoxo se analisado em relação ao momento que deixa de contar com a atenção central das estruturas governamentais. Mas isso se deve fundamentalmente aos espaços que foi ocupando,  à sua crescente atuação e ao reconhecimento de sua importância. Os professores começaram a participar mais ativamente das organizações universitárias, como o Conselho Universitário, e um dos professores, Peregrino Júnior, chegou a ser escolhido para ser conferencista da aula magna da Universidade do Brasil, em 1955.

A ação dos alunos parece ser também grande responsável pela diminuição das resistências e dos preconceitos para com a ENEFD, principalmente por sua participação cada vez maior no contexto universitário, tanto nas competições e festas quanto nos órgãos do movimento estudantil.

Assim, não somente no interior da ENEFD, mas também no nível nacional, o movimento estudantil em educação física começou a se efetivar, fundamentalmente por ação dos estudantes do Rio de Janeiro. É no fim da década de 50 que se organiza a União Nacional dos Estudantes de Educação Física (UNEEF), tendo como primeiro presidente Vinícius Ruas. Foi a UNEEF que organizou o Primeiro Congresso de Estudantes de Educação Física, nas dependências da ENEFD. Realizado entre os dias 15 e 24 de outubro de 1957, contou com a presença de representantes do Rio Grande do Sul, Paraná, São Carlos, Minas Gerais e Rio de Janeiro (na época Distrito Federal), além de representantes da própria ENEFD. Entre as discussões, se encontravam preocupações com a elevação do nível da formação, criação da cadeira de recreacionista e cursos de especialização, entre outras.

Foi também em meados da década de 50 que, pela primeira vez, os estudantes de educação física enviavam representantes para a União Nacional dos Estudantes e para seus congressos anuais, participação com certeza extremamente importante a ser considerada nos movimentos que antecederam a greve dos estudantes na ENEFD.

A ascensão dos estudantes dentro da ENEFD e as primeiras tentativas de organização de um movimento de estudantes de educação física no nível nacional têm um de seus marcos e grande estímulo na greve dos estudantes de 1956. Obviamente tanto a greve quanto os movimentos devem ter sofrido forte influência do momento histórico nacional em que ocorreram, onde os estudantes se organizavam e tinham presença marcante no cenário nacional. O Diretório Acadêmico da ENEFD tinha efetiva participação no DCE e na UNE.

Paulatinamente, a ENEFD passou a assumir e representar novos papéis, redimensionamentos perceptíveis fundamentalmente a partir da direção e ação dos médicos. Embora não tenham sido os únicos, os médicos foram de grande importância por reorientarem os rumos da Escola, passando a engajá-la em preocupações maiores no que se refere a seu aspecto educacional e sua função no desenvolvimento e divulgação de pesquisas e novos conhecimentos. Foi justamente enquanto os médicos estavam na direção que a ENEFD atingiu seu momento de maior status, o auge de seu prestígio e de sua penetrabilidade na educação física brasileira. E, porque não dizer, cumpriu melhor suas determinações de escola padrão, influenciando pronunciadamente o desenvolvimento de nossa educação física.

Essa situação foi, no entanto, se revertendo pela própria atuação e conquista de espaço por parte dos professores de educação física. Nesse processo os estudantes ocuparam um papel fundamental. Os estudantes constituíram a categoria que mais conquistou espaço dentro da Escola e suas ações não só não podem ser desconsideradas, como devem ser levadas em conta como fundamentais na própria reorientação dos caminhos da ENEFD. Foram os estudantes também que deram os passos mais efetivos no sentido de contribuir para a afirmação do professor de educação física no interior da Escola, que tinha sido até então dirigida por profissionais de outras áreas. Curiosamente é quando os professores de educação física efetivam esse processo na ENEFD, processo que somente seria observado na educação física como um todo na década de 80, que a Escola perceptivelmente apresenta sinais de perda de status no cenário nacional.

A virada no eixo de poder, ou seja, a consolidação das articulações dos professores de educação física, se deu em meados da década de 60, quando a lista tríplice para escolha de diretor da ENEFD encaminhada para o Ministério da Educação e Cultura (MEC) continha três professores de educação física: em primeiro lugar, na preferência da Congregação, o professor Alfredo Colombo; em segundo lugar a professora Maria Helena Pabst de Sá Earp e em terceiro a professora Maria Lenk. A lista foi assim montada de forma pois, imaginava a Congregação, o MEC não escolheria uma mulher. O MEC, no entanto, em atitude que ainda não ocorrera com a ENEFD, desprezou os dois primeiros nomes e a professora Maria Lenk foi a escolhida.

A partir da direção da professora Maria Lenk, rapidamente os rumos da ENEFD se alterariam substancialmente. Uma  das  razões dessa  mudança foi a Reforma Universitária de 1968. Maria Lenk, a nova diretora, possuía prestígio como ex-atleta e com a cúpula desportiva do governo militar, tendo sido convidada a participar ativamente das decisões relativas a educação física na reforma universitária. Com esta reforma, a Universidade do Brasil passaria a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Escola Nacional de Educação Física e Desportos passaria a ser a Escola de Educação Física e Desportos da UFRJ. Perdia assim também seu status de escola padrão, responsável por desenvolver e uniformizar a formação profissional na educação física brasileira. Processo semelhante ocorreu com as outras escolas e faculdades nacionais que se situavam no Rio de Janeiro, como a Faculdade Nacional de Filosofia.

Ainda no que se refere a infra-estrutura, o prestígio da professora Maria Lenk com o governo militar parece ter sido muito importante para que se realizasse a segunda mudança de sede da ENEFD: agora para a Ilha do Fundão4, onde se construiu o Campus Universitário da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Essa mudança causou muita polêmica e não agradou a muitos que acreditavam na suficiência e importância da sede da Praia Vermelha.

Alguns autores acreditam que, a despeito das resistências, tal mudança era necessária. As instalações da Praia Vermelha eram pequenas para o aumento do número de vagas e o aumento de entrada de alunos, exigidas a partir da reforma universitária. (Em 1959, o total de alunos de todos os cursos da ENEFD atingia apenas 254 acadêmicos. Com a reforma de 1968 e o aumento do número de vagas esse número aumentaria consideravelmente.) Além disso, suas instalações eram tecnicamente ultrapassadas, não prevendo, por exemplo, espaços para mais laboratórios. O reforço do esforço de departamentalização das unidades, introduzidas pela reforma universitária, também abriam a necessidade de mais espaço. Assim, a sede do Fundão, no fundo a concretização do projeto original existente desde a criação da Escola e nunca efetivado, se fazia necessária e poderia ter sido de grande importância para a ENEFD. Ginástica, atletismo e rítmica foram as primeiras disciplinas que para lá se deslocarem, caracterizando a ocupação do espaço.

Outra grande contribuição da ENEFD foi lutar para que as Escolas de Educação Física de outros Estados fossem aceitas no âmbito das Universidades. Areno, por exemplo, quando diretor, viajou para muitos Estados e procurou entrar em contato com os reitores das Universidades, procurando apresentar-lhes as experiências satisfatórias da ENEFD, a única Escola de Educação Física não só ligada a uma Universidade, como também ligada a uma das mais importantes universidades do Brasil. Em 1961, por exemplo, manteve contato com os reitores da Universidade do Rio Grande do Sul, Elyseu Pagliali, e da Universidade do Paraná, Flávio Supplicy.

No Espírito Santo, Escola com a qual a ENEFD tinha excelentes relações através do professor Aloyr de Queiroz, insigne da educação física daquele estado, a ENEFD chegou até a realizar, através de uma comissão formada por três professores, (Armando Peregrino, Renato Brito Cunha e Maria Jacy Nogueira Vaz,) uma visita de avaliação para verificar a possibilidade da Escola ser incluída na Universidade do Espírito Santo. O parecer favorável foi plenamente ratificado pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC) em 1961. A ENEFD também contribuía, não só com o Espírito Santo, mas também com outros Estados, com o empréstimo de material, como as placas de cortiça emprestadas para o Festival de verão de natação da Escola do Espírito Santo, em 1961, e até doação de livros. Nesse mesmo ano, a ENEFD doou cerca de 170 livros para diversas Escolas de Educação Física do país.

Enfim, indubitavelmente a EEFD-UFRJ é herdeira histórica direta de uma das mais importantes Escolas de formação profissional na Educação Física brasileira.

TOPO


Notas:
1. MARINHO, Inezil Penna. História da educação física e desportos no Brasil. Rio de Janeiro: DEF-MES, 1952 (pág. 181).
2. Criada para promover dentro e fora da escola a educação física, cívica e moral. Todos os indivíduos brasileiros que estivessem dentro da faixa etária determinada, compulsoriamente faziam parte da juventude brasileira.
3. ARENO. Waldemar. Oração dos 20 anos. Arquivos da ENEFD, Rio de Janeiro, n.13, jun.1959, p. 132.
4. A sede montada na Ilha do Fundão contava com: oito ginásios; duas piscinas, sendo uma olímpica; salas de aulas e vestiários para 1500 alunos; gabinetes médicos e de pronto socorro, salas para administração e laboratórios; sala de massagem; bibliotecas; grande número de quadras descobertas, campos de futebol, instalações de atletismo; instalações para esportes náuticos.


Este texto foi elaborado (alguns trechos foram reproduzidos integralmente) a partir da dissertação de mestrado do Prof. Dr. Victor Andrade de Melo, em 1996, na UNICAMP, sob o título, "Escola Nacional de Educação Física e Desportos - Uma Possível História". O período histórico da pesquisa, restringiu-se entre 1939 e 1968. O argumento principal é "o da perda de status da outrora a mais prestigiosa Escola de formação de professores de educação física do Brasil como conseqüência de uma conjunção de fatores à ela extrínsecos e intrínsecos". Para obter o texto completo, clique aqui com o botão direito do mouse e salve-o no seu disco.


MonicaCS, setembro de 1999